Sandra Marrocos diz que “R$ 10 milhões dos cofres de João Pessoa foram desviados em motos, eu vi o processo”

A vereadora Sandra Marrocos (PSB) durante Sessão da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), comentou, nesta terça-feira (6), sobre o novo pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os indícios de irregularidades nas obras da Lagoa. Segundo a ela, é um “constrangimento” para os vereadores da base. “O que fica bem visível é o constrangimento. O constrangimento de vereadores que chegaram nessa casa agora e que de repente se vê junto de algo que, desde a legislatura passada, se colocava  a necessidade de uma CPI. Nós, da oposição, não temos medo algum de CPI”, afirmou.

 

A parlamentar contestou a transparência que a PMJP diz ter, e relembrou, segundo ela, a necessidade de criação da CPI da Lagoa e da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), onde havia suspeitas em relação aos contratos realizados pela Fundação e os repasses dos cachês aos artistas, que, de acordo com eles, não estão sendo feitos de maneira correta. “Quando nós apresentamos aqui no início para reviver e rememorar nós tínhamos a duas CPI’s, a da Lagoa e a da Funjope. A transparência da prefeitura é tão ineficaz que foi lá onde um artista de João Pessoa descobriu que o cachê que ele recebeu de R$ 3 mil, estava lá colocado como R$ 8 mil”, relatou.

 

Sobre a Lagoa, Sandra questionou onde estariam as duas mil toneladas de aterro que foram retirados do Parque, que está registrado, de acordo com a vereadora, que foram retirados em motos.

 

A CPI é uma ferramenta a mais, é um fato dentro da democracia representativa que vai estar juntamente com o Ministério Público, com a Polícia Federal. Vocês estão constrangidos por algo que estão diretamente associados. Dez bilhões dos cofres da cidade de João Pessoa foram desviados em motos, eu vi o processo, está dito lá que o transporte foi feito em motos”, enfatizou.

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Anísio Maia denuncia precariedade do Centro Histórico de João Pessoa e culpa PMJP

O Centro Histórico de João Pessoa foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em dezembro de 2007. Além de praças e ruas, são ao todo mais de 700 edificações distribuídas em 37 hectares. Na manhã desta terça-feira, 6, o deputado estadual Anísio Maia (PT) apresentou na tribuna de Assembleia Legislativa imagens que denunciam a situação de diversas edificações tombadas que ameaçam ruir, colocando em risco a população e a história da cidade.

 

O parlamentar é autor da Lei 9.731/2012, que autoriza a alienação e desapropriação de bens imóveis tombados que estejam em estado de abandono: “Após cinco anos de sua promulgação a Lei até agora não foi utilizada por nenhum órgão público, seja federal, estadual ou municipal. Inclusive, a Lei permite que o poder público atue sem usar muitos recursos, já que os imóveis podem ser alienados à iniciativa privada”

 

“A lei é simples: bens imóveis tombados e abandonados podem ser desapropriados ou alienados para particulares. Estamos assistindo passivamente nosso patrimônio histórico se desmanchar. Na frente da Câmara Municipal há dois imóveis tombados dando um péssimo exemplo de nossa falta de ação.  Instrumento jurídico há, o que não há é vontade política”, acrescentou Anísio Maia.

 

Na ocasião, o deputado ainda afirmou que alguns proprietários se aproveitam da inoperância do poder público e agem maliciosamente: “Já verificamos imóveis sem telhados ou então só com a fachada, tudo para aumentar a degradação. Na verdade, alguns proprietários esperam que os edifícios desabem para venderam os terrenos ou lucrarem com estacionamento.”

 

“Temos em todo Centro Histórico focos de mosquitos da dengue, esconderijo para pequenos furtos e o perigo de qualquer pessoa ser atingida por algum desabamento ao trafegar pelas calçadas. Precisamos saber por que nenhuma providência até hoje foi tomada. Será que é por que estes casarões pertencem a gente muito poderosa? Quem está sendo protegido ou favorecido com tanta negligência? O poder público precisa responder a estas questões e tomar providências urgentes, antes que seja tarde demais”, concluiu Anísio Maia.

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Gervásio anuncia pagamento de parcela do 13° aos servidores da ALPB

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Gervásio Maia, anunciou, nesta terça-feira (6), o pagamento da 1° parcela do 13° salário dos servidores da Casa de Epitácio Pessoa para o próximo dia 14 de junho.

O anúncio foi feito nesta terça-feira durante Sessão. “Vamos adiantar a metade do 13° salário aos servidores da Assembleia para que eles possam honrar os seus compromissos e festejar o período junino. É nossa função garantir o bem estar dos nossos servidores”, destacou.

O presidente do Poder Legislativo também adiantou que promulgará nos próximos dias o reajuste dos servidores da Assembleia. “Nesse reajuste nós pagaremos o retroativo referente aos meses de março, abril, maio e um mês do ano de 2015”, informou Gervásio.

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Mudança!

Após operação da PF, Cartaxo se irrita com Renê e já fala em mudança de Líder da bancada na CMJP

 

O vereador Fernando Milanez Neto (PTB), apesar de rechaçar oficialmente a articulação para ser líder da bancada governista, já adota uma postura de liderança entre seus pares na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

A atitude do vereador foi registrada pelo Blog nesta terça-feira (6), durante sessão na Casa Legislativa. Na ocasião, o líder, Helton Renê (PCdoB), se ausentou.

Renê está nas cordas em face de uma insatisfação generalizada na bancada que alcançou também o prefeito, quem tido muita dor de cabeças com os escândalos que abalam sua gestão.

O clima anda pesado no Paço Municipal com a intensificação das investigações que apuram irregularidades em licitações e execuções de obras no Parque da Lagoa, com forte odor de lama que derrama no túnel e já mela algumas pessoas, após resultado de perícia elaborada Polícia Federal, indicando superfaturamento e desvio de recursos.

A razão principal para o descontentamento de Cartaxo com Renê seria a aparente incapacidade do vereador para solucionar a crise que seria escancarada com uma Comissão Parlamentar de Inquérito na CMJP e, pior do que isso, a falta de interesse do mesmo.

No dia da deflagração da Operação Irerês, quando a Polícia Federal realizou mandado de busca e apreensão em uma construtora que realizou serviços para a PMJP na obra do Parque da Lagoa, a bancada se reuniu às pressas com o secretário Zennedy Bezerra para montar uma estratégia de atuação na CMJP visando abafar a CPI e o debate sobre os indícios de envolvimento da Prefeitura nas ilicitudes. Renê se ausentou dessa reunião.

Além disso, o nome de Renê não seria unanimidade entre vereadores da bancada, a exemplo de Raíssa Lacerda, Eliza Virgínia e o próprio Milanez, que estaria vendo seu trabalho à frente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sendo prejudicado por uma atuação dissonante do atual líder.

O Blog entrou em contato com o vereador Helton Renê, entretanto, não foi respondido pelo mesmo.

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Moído

Tréplica: Elba nega ter detonado Transposição e cobra respeito por sua trajetória

Segue o imbróglio envolvendo a cantora paraibana Elba Ramalho e a administração de Campina Grande. Após criticar o modelo atual artístico do Maior São João do Mundo e ser criticada duramente por Romero Rodrigues, prefeito da cidade, e Marcos Alfredo, coordenador de comunicação de Campina, que a acusou de ter detonado a transposição, Elba se defendeu nas redes sociais.

Disse que pediu apenas a revitalização do rio antes da transposição e que, pela declaração, sofreu agressões e foi até ameaçada de morte.

Ela cobrou ainda respeito pela sua carreira, citando que jamais traiu a cultura nordestina.

Confira a publicação:

“Meu amigo, minha opinião sobre manter a tradição musical na festa mais significativa do Nordeste, ou melhor, em Campina Grande, que realiza o maior São João do Mundo, não pode ser avaliada pelo senhor como algo negativo. O senhor está tentando me julgar por eu ser verdadeira nos meus posicionamentos, quando deveria me respeitar por estar no cenário artístico mundial há quase quarenta anos, sem trair, em nenhum instante, nossa cultura, nossos costumes, nossas raízes, nossa terra. Sobre a transposição, pedi apenas, na época, que o rio São Francisco fosse revitalizado antes de se realizar uma obra desse porte. Minhas palavras foram deturpadas e sofri agressões de toda espécie, inclusive ameaças de morte. Nunca estive contra nosso povo, nem antes nem agora.
Voltando ao São João, repito: prefiro o velho e bom forró que aprendi a amar com os mestres Jackson do Pandeiro, Gonzagão, Dominguinhos, Marinês….mas quem sou eu para interferir em negócios que envolvem coisas que não entendo. Respeito meus colegas sertanejos, mas gostaria de ver o nosso forró de ponta a ponta na nossa festa. Seu rancor contra minha pessoa me causa tristeza, afinal nunca lhe fiz mal algum, nem a ninguém, ao contrário, só tenho amor no meu coração. E é esse amor acrescido de paz e bem que lhe desejo!”

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Investigação!

Líder da oposição pede quebra de sigilo de inquérito que investiga possíveis ilicitudes de Cartaxo em obra da Lagoa

O cerco está se fechando contra o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) e suas manobras para abafar a Comissão de Parlamentar de Inquérito na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Nesta segunda-feira (5), o vereador Bruno Farias (PPS), líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), solicitou que o procurador federal Yordan Moreira Delgado, do Ministério Público Federal na Paraíba, retire o sigilo do inquérito que investiga indícios de superfaturamento e desvio de recursos na Obra do Parque da Lagoa. 

A intenção da oposição é clara: com a retirada do sigilo, expor os detalhes da investigação e os indícios que indicam a participação da Prefeitura Municipal de João Pessoa nas condutas ilegais que supostamente foram praticadas na obra de Lagoa e, dessa maneira, forçar uma CPI para investigar o prefeito. Segundo Bruno, falta apenas uma assinatura para que a CPI seja protocolada.

Ainda segundo o requerimento, no qual Bruno representa toda a bancada oposicionista, caso o MPF negue o pedido, que os autos sejam disponibilizados então somente para a bancada, sob o compromisso legal da manutenção do sigilo, para fins da avaliação e de subsídio para a implantação de CPI na CMJP, para investigar o envolvimento da gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) nas possíveis ilicitudes.

Segundo a justificativa do vereador, com a operação da Polícia Federal, denominada ‘Irerês’, os indícios de ilegalidades na obra deixam ser “meras suspeitas” para se tornarem “evidências cada vez mais claras de ofensas aos Princípios da Administração Pública”.

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Deputado de partido aliado a gestão Temer afirma que presidente “perdeu a governabilidade”

O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) comentou, nesta segunda-feira (5), a atual situação da gestão de Michel Temer, já que nesta terça-feira (6) será o início do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PSDB faz parte da bancada aliada do PMDB no governo.

 

 

 

 

De acordo com o parlamentar, a gestão não possui governabilidade e não adianta apoiar um governo instável. “Sem governabilidade, não adianta dá força a um governo que não consegue mais pautar a agenda política do país. Isso é uma opinião minha, que digo isoladamente, sem consultar o partido”, afirmou.

 

 

Pedro disse que esperou a renúncia do presidente Michel Temer logo após a divulgação das gravações. “Eu confesso que eu esperei a renúncia do presidente Michel Temer tão logo tornou-se público o conteúdo das gravações, como isso não aconteceu, agora, uma alternativa opcional pode ser a cassação da chapa Dilma/Temer no TSE. Mas a renúncia continua como uma possibilidade e espero que a gente, acima de pessoas e de partidos, a gente consiga pautar uma agenda de Brasil”.

 

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