BATEU, LEVOU

Renê faz piada com gravidade das denúncias contra a PMJP e toma resposta que será difícil de engolir

O líder da base governista na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Helton Renê (PCdoB), ignorando a gravidade das denúncias que implicam a Prefeitura Municipal de João Pessoa às maracutaias na obra da Lagoa, foi tirar uma onda com o caso e com a oposição. Disse Renê: “A montanha pariu um rato”, minimizando as denúncias.

A zombaria do fiel escudeiro de Luciano Cartaxo se referiu aos documentos perturbadores apresentados pela oposição em coletiva de imprensa realizada ontem, que comprovam a participação de familiares do secretário de Infraestrutura, Cássio Andrade, na obra, e indicam fatos estranhos que levam a crer que o dinheiro desviado poderia ter ido parar na campanha de Lucélio Cartaxo em 2014.

Renê levou uma resposta que será difícil de engolir: “Tenho que concordar com o líder do prefeito Cartaxo: a montanha de lixo da Lagoa pariu um rato, ou melhor, uma ratazana, ou duas ratazanas, ou, quem sabe, duzentas mil toneladas de ratazanas”, afirmou Bruno Farias (PPS), líder da oposição.

Talvez fosse melhor ficar calado, mas, amparado por nota da Caixa Econômica Federal, Renê acreditou que uma piada seria a melhor colocação para defender a gestão e tentar abafar a avalanche de desconfiança quanto à transparência da gestão de Cartaxo – atributo que o prefeito teima em colocar como sendo a principal marca de seu governo. A nota esclarece que decisões não são tomadas individualmente, mas por equipe multidisciplinar, comprovando cabalmente que a esposa do secretário de Infraestrutura Cássio Andrade participou sim das liberações dos recursos, contradizendo o que alegou o auxiliar no início do mês.

Sobre ela, Farias arrematou:

“A nota da CEF desmonta o discurso da gestão. Antes, o secretário Cássio Andrade afirmava que a sua esposa tinha se averbado suspeita e que não tinha participado de nenhuma fase do processo da Lagoa. Agora, diante dos documentos que revelamos e da própria Nota da CEF, a gestão admite que a esposa do Secretário participou da liberação do pagamento. Pode até não ter participado sozinha, mas a sua participação, independentemente de ser solitária ou conjunta, é inquestionável. Além disso, a nota da Caixa transfere toda a responsabilidade da obra para a PMJP, que é a proponente/tomadora do convênio.”

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Pagamento de servidores injeta quase R$ 500 milhões na economia paraibana 

A primeira parcela do 13º salário dos servidores estaduais, efetuada no dia 14 deste mês, e o pagamento da folha referente a junho, que começa nesta quinta-feira (29), injetam mais de R$ 469 milhões na economia paraibana. Ao todo, são mais de R$ 134 milhões (primeira parcela do décimo) e R$ 335 milhões (folha de junho).

Nesta quinta-feira (29), o Governo do Estado por meio da Secretaria da Administração, iniciou o pagamento referente a folha de junho, contemplando aposentados e pensionistas. O pagamento prossegue nesta sexta-feira (30), quando recebem os servidores da ativa – administração direta e indireta.

Ao anunciar o pagamento de junho, o governador Ricardo Coutinho ressaltou que o Governo do Estado cumpre o compromisso de pagar os servidores dentro do mês trabalhado, mesmo com a queda de receita em maio. “Continuamos, apesar da diminuição da receita em maio, mantendo nossos compromissos em dia e pagando os servidores no mês trabalhado. Também continuamos repassando a todos os poderes o duodécimo fixo”, afirmou.

No dia 14 deste mês, a primeira parcela do 13º salário colocou em circulação mais de R$ 134 milhões, sendo R$ 7,49 milhões, pagos a professores e servidores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e R$ 127 milhões com os demais servidores.

Calendário:

29/06 – Servidores inativos (aposentados e pensionistas)

30/06 – Servidores da ativa (administração direta e indireta)

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Senador Raimundo Lira afirma que não tem pretensão de assumir cargo de líder do PMDB no Senado

Após a saída de Renan Calheiros da liderança do partido no Senado Federal, o senador Raimundo Lira é um dos nomes principais para a sucessão, porém durante entrevista ao programa Rádio Verdade afirmou que não tem pretensão de assumir o cargo, ele disse que ficou envaidecido e aguarda o que ocorrerá na próxima reunião. 

“Eu fiquei muito agradecido e envaidecido, mais uma vez em ter meu nome lembrado para a liderança do PMDB no Senado Federal, mas eu quero dizer que não estou fazendo nenhuma gestão, não pedi apoio dos companheiros”, disse. 

Sobre a saída de Renan, o senador disse que ele foi coerente com aquilo que já vinha discursando há algum tempo. “Eu acho que a posição de Renan era muito clara. Há muito tempo ele é contra as posições do governo e a saída dele ele discursou dizendo exatamente isso”. 

Lira também falou sobre a crise política brasileira  e disse que mesmo com o caos político a democracia não foi atingida.  “Eu acho que o importante de tudo isso, é que o país está com a democracia consolidada, apesar da grande crise política você não ouve falar em nenhuma ruptura da democracia brasileira. A greve geral que está prevista pra amanhã [30] faz parte do processo democrático”. 

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Cássio Andrade faz misancene e abre sigilo bancário para a PF. Mas ninguém é menino

O secretário da Infraestrutura de João Pessoa, Cássio Andrade, sentindo as autoridades policiais cafungarem o seu pescoço, resolveu fazer uma misancene e abrir o sigilo bancário fiscal dele e de sua esposa, Luciana Torres Maroja Santos, coordenadora da Gerência de Governo da Caixa em João Pessoa e, segundo Bruno Farias e vereadores da oposição, responsável por autorizar pagamentos até novembro de 2015 para que Prefeitura Municipal de João Pessoa tocasse a obra.

Acontece que ninguém é menino para achar que o dinheiro desviado da Lagoa foi para o bolso dos dois, meros “garotos de recados”. Além disso, seria mais criancice ainda acreditar que, se os dois tivessem lucrado com os ilícitos, teriam depositado o dinheiro fruto de roubo nas contas pessoais. Bruno Farias, líder da oposição, explica:

“Sinceramente, apesar de ser o responsável técnico pela obra e ter parentes em postos-chaves da PMJP, da Gigov-JP e da empresa Compecc, eu nunca acreditei que os R$ 6 milhões foram parar no bolso do secretário Cássio Andrade. Ele sempre foi um cumpridor de ordens do Prefeito Cartaxo. Ademais, dinheiro de superfaturamento, de propina e de corrupção não deixa recibo, nem transita pelas contas bancárias. Agora, de uma coisa eu tenho certeza: mais do que nunca, João Pessoa pode ficar tranquila, pois a Polícia Federal está muito próxima de revelar quem roubou o dinheiro do povo”, pontuou Bruno.

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LEIA

Nota da Caixa confirma participação de esposa de Cássio Andrade em pagamentos da obra da Lagoa, apesar de ela ter sido recomendada a se afastar

A Caixa Econômica Federal lançou nota, na tarde desta quarta-feira (28), esclarecendo como é feito o procedimento de autorização para o pagamento de medições. A nota, que foi usada como um salvo conduto pelos governistas, revela de uma vez por todas, que houve sim participação da esposa do secretário da Infraestrutura, Cássio Andrade, nos pagamentos de medições para a obra da Lagoa – uma vez que ela fazia parte da equipe multidisciplinar que era responsável pelas autorizações de pagamento – ao contrário do que alegou Cássio, negando categoricamente a participação dela em todas as etapas da obra. Pior: quando, segundo conversa de Bruno Farias com Marcos Vinícius, superintendente da Caixa na Paraíba, ela havia sido ordenada para se afastar do processo.

Leia a nota:

A Caixa Econômica Federal informa que, na qualidade de Mandatária da União para transferências de recursos do OGU (Orçamento Gerald a União), promove análises, efetiva contratos de repasse e acompanhamento dos objetos contratados, adotando procedimentos regidos estritamente por normativos dos gestores dos programas, além dos normativos internos que definem e delimitam a atuação dos seus empregados nos processos.

A CAIXA informa ainda que a aferição do percentual de obra executada é pautada no boletim de medição enviado pelo tomador.

Além disso, o banco efetua o desbloqueio dos recursos proporcionalmente ao percentual de obra executado, conforme previsto em projeto, limitado aos valores liberados pelo ministério gestor do programa.

A liberação de recurso está condicionada a apresentação, pelo contratante, de toda documentação legal prevista em contrato, conforme legislação vigente. O ente tomador é o único responsável pela apresentação do projeto técnico, pela licitação, execução e fiscalização das obras.

A CAIXA  esclarece que estas atividades são acompanhadas por equipe multidisciplinar e são realizadas com base na documentação apresentada pelo Proponente/Tomador, bem como nas informações coletadas nas vistorias às áreas de intervenção. Dessa forma, nenhuma ação é conduzida por uma única pessoa.

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ESCAPOU

Quando as palavras fogem: sem querer, Fulgêncio admite. “Temos problemas demais”

É interessante observar como as palavras ditas de maneiras oral são arredias, esguias, fugazes. Se você dá a alguém a chance de as dispor em um papel, existe a possibilidade de escolhê-las, apagá-las e editá-las. A chance de acontecer algum deslize é menor. O secretário de Saúde Adalberto Fulgêncio não teve essa chance na manhã desta quarta-feira (28), durante evento da Prefeitura Municipal de João Pessoa.

Perguntado sobre a decisão do governador Ricardo Coutinho, de ficar no governo até o último dia do mandato, e, consequentemente, não disputar as eleições do ano que vem, Fulgêncio deixou escapar: “Isso é problema deles, já temos problemas demais”.

Falando de um assunto completamente diferente, sem se dar conta, as palavras fugiram de sua boca e o secretário expôs as entranhas do momento que vivem os componentes da gestão com as investigações e os fortes indícios de envolvimento da Prefeitura Municipal de João Pessoa nas irregularidades da obra do Parque da Lagoa: com problemas demais para darem conta.

Oficialmente, o prefeito e os auxiliares vendem a ideia de “normalidade”. Porém, quando as palavras fogem e o sentimento abafado vem à tona, não tem jeito. A verdade sai de uma forma ou de outra.

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NOVELA

Renan não resiste a desgaste e entrega liderança do PMDB no Senado; Lira é substituto natural

Após meses de desgaste, Renan Calheiros anunciou oficialmente, na tarde desta quarta-feira (28), em pronunciamento no Senado, que não é mais líder do PMDB na Casa Legislativa. Com a vacância do cargo, o sucessor natural é o paraibano Raimundo Lira (PMDB-PB), que já havia sido cotado para substituir Renan mês passado, quando o mesmo esteve próximo de ser destituído.

Renan se antecipou a uma nova articulação de Romero Jucá (PMDB-RR) e Temer para destituí-lo. Segundo informações da blogueira Andreia Sadi, do G1, Jucá já estaria coletando assinaturas para concretizar a destituição.

Na sua declaração no Senado, Renan destacou que o PMDB no Senado havia se tornado uma espécie “puxadinho” do Executivo.

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