DESCASO COM A SAÚDE: fiscalização do CRM encontra baratas em ala de pacientes no Trauminha de JP

Pacientes nos corredores, baratas circulando e infiltrações nas paredes foram apenas alguns das irregularidades constadas pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) durante fiscalização realizada na manhã desta terça-feira (12) no Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio, mais conhecido como Trauminha. A vistoria in loco foi feita após denúncias de pacientes e de seus acompanhantes sobre às péssimas condições da unidade hospitalar.

A fiscalização no Trauminha foi realizada também com a participação de representantes dos Conselhos Regionais de Enfermagem e de Fisioterapia da Paraíba.

Além da presença de vários pacientes internados pelos corredores do Trauma, também foi confirmado pelo CRM a presença de baratas, falta de roupas de cama, infiltrações nas paredes e ar-condicionado quebrado. Ainda segundo o CRM, alguns pacientes reclamaram também da comida e do mau tratamento dos funcionários. Outra queixa dos pacientes diz respeito à demora para conseguir agendar a cirurgia.

O diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto, disse que um relatório será produzido para ser analisado pela presidência do Conselho que avaliará a possibilidade de interdição da unidade até que as irregularidades sejam sanadas. “A várias irregularidades que vamos incluir no relatório para análise”, informou.

Outro lado

Durante a vistoria, a diretora do Trauminha, Fabiana Araújo, acompanhou o trabalho. Para ela, a fiscalização foi uma oportunidade para mostrar o trabalho que vem sendo desenvolvido pela unidade em atendimento a toda região Metropolitana de João Pessoa.

“Este mês de janeiro já fizemos 604 cirurgias e até hoje ultrapassamos 200 cirurgias. Realmente o número de acidentes continua sendo uma problemática. Tivemos a oportunidade de mostrar a nossa sala vermelha e nossos conselhos presenciaram a chegada de duas fraturas expostas, aquelas urgências que precisam ser feitas imediatamente, em menos de duas horas de visita”, comentou Fabiana Araújo.

Fonte: Jornal da Paraíba

Continue Lendo

Gravação entre secretários de Cartaxo aponta obtenção de recursos via caixa 2; PF já teria o áudio

O portal Paraíba Já teve acesso a gravação de uma reunião entre os secretários de Saúde de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio, e o de Desenvolvimento Social, Diego Tavares, em que combinam como arrecadar recursos públicos para a campanha eleitoral do ano passado. A Polícia Federal já estaria de posse áudio, seria a partir de escutas provenientes da Operação Irerês, que investiga o desvio de R$ 10 milhões da gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PV).

O diálogo ocorreu no final de março de 2018, em que Diego, à época, ainda ocupava a superintendência do Instituto de Previdência de João Pessoa (IPM). Outras escutas envolvendo ‘figuras de proa’ da PMJP teriam sido feitas, mas o portal ainda não obteve para posterior publicação.

Adalberto sugere, ao longo da conversa, que o prefeito Luciano Cartaxo (PV) estaria sabendo das ‘operações’ e que até mesmo teria pedido para que o fizessem. “Vamos tentar resolver aqui para não ter que conversar com o prefeito. Por mim, dar até pra ir pra lá, mas acho que… Porque ele é igual a você. Num é isso?”, diz Fulgêncio. “Agora, se o prefeito chegasse aqui e dissesse ‘Adalberto, mande ele operar’, mas eu acho que é melhor ficar entre eu e você do que ficar com outras pessoas”, acrescenta o secretário de Saúde.

Em outro trecho da conversa, Adalberto é mais incisivo ao mencionar o prefeito da Capital. “Agora, não sei, assim: os caba vão topar fazer isso? Porque tá todo mundo meio ressabiado. O problema todo é o seguinte, o prefeito pede uma coisa a gente, que eu acho que você tem mais possibilidade de fazer essas coisas do que eu.”

Adalberto chega a demonstrar um certo desconforto, por ocupar a titularidade da Saúde da Capital, e por isso, ser um cargo de bastante destaque. “Quem vai para a imprensa? Quem briga com o Ministério Público? Quem vai pro TCE? Então, em tô muito exposto”, justificou.

Na sequência, o secretário tenta convencer Diego de que ele seria um melhor “operador”, por ter uma relação mais próxima com o prefeito, por não estar no centro das atenções e até mesmo por inexperiência em negociações de supostas propinas.

“Eu vou falar em percentual? De valor? Eu tenho dificuldade de falar com o cara. O que eu vou falar é o que eu sempre fiz, eu sempre fiz assim, que foi com você também… Agora, como é que eu vou operar, o cara chegar aqui com uma mala de dinheiro?”, indaga.

Durante o diálogo, Fulgêncio cita duas empresas que fornecem serviços para a Saúde de João Pessoa, em que os empresários teriam uma relação mais direta, de “intimidade” e que poderiam “desviar” recursos públicos de contratos celebrados com a Prefeitura de João Pessoa.

“Vou dizer aqui, vou abrir o jogo: o cara da Mercúrio, por que ela tem mais relação? Porque ela mudou o foco. Eu disse ‘bicho, vamos mudar…’. Aí eu criei uma relação de todo mês, um negócio aqui, outro aqui… então, eu criei uma relação de intimidade com ele. ‘Tu agora vai ajudar aqui’ e ele ajudou. Ele ajudou, eu não tiro a razão dele, que ele, que ele desvia, tá certo? Esse é o cara que, às vezes, não gostava da maneira, da forma”, explana Adalberto.

Diante da exposição de Fulgêncio, Diego se prontifica para facilitar a operação. “Se você der o valor, eu pego com o caba”, afirmou.

Confira abaixo parte da transcrição do diálogo entre os secretários Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares:

 

ADALBERTO – VAMO VOLTAR AQUELA CONVERSA LÁ… DEIXA EU TE DIZER.

DIEGO – DIZ.

ADALBERTO – VAMOS TENTAR RESOLVER AQUI PARA NÃO TER QUE CONVERSAR COM O PREFEITO. POR MIM, DAR ATÉ PRA IR PRA LÁ, MAS ACHO QUE… PORQUE ELE É IGUAL A VOCÊ. NUM É ISSO?

DIEGO – MANDOU, EU FAÇO O QUE ELE MANDA!

ADALBERTO – É! ENTÃO, POSSO?

DIEGO – PODE!

ADALBERTO – EU TENHO UMA LEITURA, VEJA BEM: QUEM É MAIS VISADO AQUI QUE O PREFEITO? O IRMÃO DO PREFEITO. ZENNEDY, PORQUE ESSES POLÍTICOS, DE MANEIRA… ELE TEM UMA PARTE QUE É DO PRÓPRIO PROCESSO, MAS ELE É MUITO RESPONSÁVEL, CERTO?

DIEGO – ELE SE EXPÔS, NÉ? EU ACHO QUE O PROJETO É ESSE.

ADALBERTO – É ESSE. PORQUE TODO MUNDO SABE QUE EXISTEM ESSAS OPERAÇÕES EM TODOS OS LUGARES, TANTO É QUE QUANDO VOCÊ CHEGOU, FALOU QUE O GOVERNO DO ESTADO… (INAUDÍVEL) ATÉ O MOMENTO NÃO SABE… MAS NÃO TEM NADA.

DIEGO – NÃO TEM NADA CERTO…

ADALBERTO – MAS O PROJETO QUE TEMOS AQUI DENTRO DO GOVERNO, POR EXEMPLO, A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE É CHEIA. TAVA AQUI CONVERSANDO COM HELENA, COM EMERSON, ACHEI IMPRESSIONANTE QUE… ESCAPASSE AQUI. HOJE EU VIM DO MINISTÉRIO PÚBLICO, AÍ O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, AÍ, OU SEJA: O GOVERNO É FISCALIZADO DE UMA MANEIRA GERAL E AQUI MAIS AINDA. E COM O CONTROLADOR, E COM O PROCURADOR. QUE… POR EXEMPLO, A KAIRÓS TÁ QUERENDO QUE PAGUE UM NEGÓCIO QUE ACONTECEU NO ANO PASSADO, AÍ EU NÃO TENHO CONTRATO MAIS, EU TENHO UMA DÍVIDA COM ELA. AÍ EU DISSE: ‘THIAGO, EU NÃO VOU PAGAR ISSO AQUI, THIAGO. EU VOU PAGAR A SUA DÍVIDA, MAS VOCÊ BOTOU ESSA PORRA DESSE CARA AÍ (INAUDÍVEL) DEIXOU UM CARA LÁ O ANO TODINHO DE 2017. PORRA, COMO É QUE VAI PAGAR ISSO? NÃO TENHO COMO PAGAR. CERTO?’

DIEGO – MAS POR QUE? RECONHECIMENTO DE DÍVIDA?

ADALBERTO – NÃO… PORQUE NÃO TEVE CONTRATO. NÃO TEM CONTRATO! AÍ É POR INDENIZAÇÃO. AÍ SE ELE FIZER ISSO, O QUE É QUE ACONTECE? TEM, SE EU TIVESSE UM PROCURADOR AQUI QUE DISSESSE ‘PAGA’, MAS TÁ DIZENDO QUE, NESSES CASOS QUE O GOVERNO TEM QUE PAGAR E TEM QUE APURAR A RESPONSABILIDADE. AÍ ELE JÁ MANDOU ABRIR AQUI MAIS DE 10 PROCESSOS DESSE JEITO. AÍ, BICHO, AÍ VAI VIRAR UM CARNAVAL.

DIEGO – É VERDADE.

ADALBERTO – TU TÁ ENTENDENDO? ATÉ NO HOSPITAL QUE É CONVÊNIO, ELE TÁ MANDANDO, AÍ EU DISSE ‘MEU AMIGO, SÃO DOIS MESES SEM, SEM, POR QUESTÃO BUROCRÁTICA’. AÍ TÁ TODO MUNDO COM MEDO DA LICITAÇÃO, REGULAÇÃO, TAL, TAL, TAL, TAL, TAL, TEM UMA EXPOSIÇÃO AQUI DE PROJETO. ENTÃO, O QUE É QUE EU DIGO, NESSE SENTIDO, SE EU PASSO A FAZER AQUELA OPERAÇÃO QUE VOCÊ FALOU, EU ACHO QUE A MINHA EXPOSIÇÃO AUMENTA.

DIEGO – POR QUÊ?

ADALBERTO – PORQUE QUER QUEIRA, QUER NÃO… (INAUDÍVEL), HOJE, QUEM VAI PARA IMPRENSA? QUEM BRIGA COM O MINISTÉRIO PÚBLICO? QUEM VAI PRO TCE (TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO)? ENTÃO, EU TÔ MUITO EXPOSTO! ENTÃO, O QUE É QUE EU VOU PROPOR: CARA, POR EXEMPLO, EU ESTAVA FAZENDO UMA LISTA AQUI, AÍ TEM QUE VER E EU ACHO O SEGUINTE (BARULHO COMO SE ESTIVESSE PROCURANDO ALGO)…

DIEGO – O QUE?

ADALBERTO – ESSAS EMPRESAS AQUI SÃO EMPRESAS QUE EU POSSO CHEGAR PARA O CARA, POR EXEMPLO, EU POSSO CHEGAR PRO CARA DA KAIRÓS E DIZER ‘THIAGO, QUERO 600 CONTO, VOU TE PAGAR ESSA PORRA AGORA, É SÉRIO, TEM UMA PARTE (INAUDÍVEL), QUE O QUE TAVA LÁ, EU POSSO ATÉ BOTAR AQUI DENTRO E VOCÊ VAI ME PASSAR POR FULANO DE TAL, CÊ TÁ ENTENDENDO?’. EU ACHO QUE ESSE, EU ACHO QUE A GENTE PODE FAZER ISSO, PORQUE EU NÃO TENHO COMO SER O OPERADOR, EU NÃO POSSO IR MAIS ALÉM DISSO, TÁ ENTENDENDO?

DIEGO – NÃO, TUDO BEM…

ADALBERTO – E AQUELAS RUSGAS QUE VOCÊ FALOU, DE NÃO SEI DE QUE, BICHO, NÃO FOI DAQUI. DESDE AQUELE DIA QUE EU TENHO CONVERSADO COM UM MONTE DE GENTE, SÓ CONVERSADO, SEM EXPOR. ‘RAPAZ ME DIGA UMA COISA, EU NÃO SOU…’ (INAUDÍVEL) É MUITO EXPOSTO. EU NÃO TENHO UMA PESSOA AQUI. A NÃO SER QUE O PREFEITO CHEGUE (INAUDÍVEL). POR QUE É QUE EU VOU PAGAR A KAIRÓS? EU VOU PAGAR A KAIRÓS E EU VOU FAZER UM CONTRATO COM ELA, MAS ELA TEM UM PROJETO NUM SEI AONDE, NUM SEI AONDE E NUM SEI AONDE E EU VOU PAGAR A KAIRÓS. PONTO. TU TÁ ENTENDENDO? EU VOU PAGAR DE DUAS VEZES, MAS PARA ISSO VAI ME EXPOR PORQUE VOU PEDIR AO CARA PRA BOTAR NA LINHA DE PRIORIDADE. QUEM É ESSE CARA? O CARA QUE PROMOVE? FOI INDICAÇÃO DO PREFEITO DE BAYEUX. EU NÃO TENHO GENTE AQUI, TÁ CERTO?

DIEGO – NÃO, TUDO BEM…

ADALBERTO – AGORA, SE O PREFEITO CHEGASSE AQUI E DISSESSE ‘ADALBERTO, MANDE ELE OPERAR’, MAS EU ACHO QUE É MELHOR FICAR ENTRE EU E VOCÊ DO QUE FICAR COM OUTRAS PESSOAS.

DIEGO – É MELHOR A COISA FICAR CALMA. SÃO CONVERSAS…

ADALBERTO – SÃO TRÊS, DUAS CONVERSAS E UMA OPERAÇÃO. EU CONVERSO COM THIAGO…

DIEGO – CERTO, RESOLVE…

ADALBERTO – MAS COM THIAGO, AÍ EU CONVERSO COM THIAGO E DIGO QUE VOCÊ VAI TRATAR COM QUANTO, COMO É QUE VAI SER ESSE VALOR?

DIEGO – É ESSA AQUI, ACHO MELHOR (INAUDÍVEL)

ADALBERTO – SIM, MAS COMO É QUE VAI FALAR, O PROBLEMA, POR EXEMPLO, THIAGO VAI LEVAR QUEM?

DIEGO – NÃO!

ADALBERTO – A NÃO SER QUE EU DIGA: ‘THIAGO, TU VAI EM FULANO E TU JÁ VAI…’. O QUE EU NÃO QUERO, ATÉ PORQUE TEM UMA QUESTÃO QUE EU NÃO IRIA NEGOCIAR. EU NÃO SEI TRATAR ESSAS COISAS, BICHO. EU NÃO QUERO CHEGAR NELE, EU NÃO SEI.

DIEGO – EU TAMBÉM, EU TAMBÉM.

ADALBERTO – EU VOU FALAR EM PERCENTUAL? DE VALOR? EU TENHO DIFICULDADE DE FALAR COM O CARA. O QUE EU VOU FALAR COM O CARA É O QUE EU SEMPRE FIZ, EU SEMPRE FIZ ASSIM, QUE FOI COM VOCÊ TAMBÉM NA, NA, NA… AGORA, COMO É QUE EU VOU OPERAR, O CARA CHEGAR AQUI COM UMA MALA COM DINHEIRO?

DIEGO – SE VOCÊ FIZER A CONVERSA…

ADALBERTO – NÃO DA PRA SER FEITO ASSIM…

DIEGO – …DO VALOR, CERTO, SE FOR SÓ PRA PEGAR, EU RESOLVO. QUAL O DIA QUE O CABA VEM? EU VENHO TAL DIA. MEU AMIGO, NESSE DIA AQUI, CERTO, CADA UM COM UMA ESTRATÉGIA, VOCÊ NÃO PODE FAZER A MESMA ESTRATÉGIA. CADA UM TEM QUE TER UMA ESTRATÉGIA, CONCORDA? EU NÃO POSSO CHEGAR, ENTREGAR TODO MUNDO NO MESMO LOCAL E TAL.

ADALBERTO – É, É…

DIEGO – QUANDO O CABA CHEGAR, COMO AQUELE CABA (INAUDÍVEL) DIA 22 A GENTE SE PROGRAMA PARA A GENTE ALMOÇAR É UMA ESTRATÉGIA. PARA OPERACIONALIZAR TUDO. DIA 15, ELE TÁ AQUI. AÍ VOCÊ DIZ QUANDO ELE VAI, QUANTO ELE FAZ, O QUE É QUE ELE TAL.

ADALBERTO – NÃO, BELEZA, TUDO BEM…

DIEGO – RESOLVE

ADALBERTO – O QUE EU QUERO SABER É O SEGUINTE (INAUDÍVEL). CHEGOU, O CARA CHEGAR… NUNCA TEVE, ASSIM, DE SUA PARTE, POR EXEMPLO… AH, VEIO MENOS, NÃO SEI SE FOI POUCO… OLHA, BICHO, ISSO AQUI TÁ ACABADO. O QUE É, NO MEU JEITO, EU DIGO: ‘THIAGÃO, EU TO PRECISANDO DE AJUDA, AÍ, TAL. VOCÊ PODE AJUDAR? COMO É QUE VOCÊ PODE AJUDAR? MEU AMIGO, É FULANO DE TAL’. ENTÃO, ALGUÉM VAI TER QUE FAZER ISSO AÍ.

DIEGO – PRONTO, VOCÊ FAZ ISSO, ESSA AJUDA, COISA E TAL…

ADALBERTO – AGORA, EU NÃO VOU, EU NÃO QUERO… VAMOS SUPOR QUE EU (INAUDÍVEL), NÃO DAR MAIS DO QUE ISSO. USOU, O CABA PODE RECEBER R$ 10 MIL/ANO, PORQUE NÃO VAI! POR EXEMPLO, A WHITE MARTINS, EU NÃO VOU ATRÁS DA WHITE MARTINS. A CRISTAL É UMA PUTA DE UMA INDÚSTRIA QUE ENTREGA DIREITINHO, COISA E TAL. A INDÚSTRIA, TU TÁ ENTENDENDO? A INDÚSTRIA, ISSO SÃO OS CARAS MAIS DAQUI, QUE FICAM AQUI FEITO URUBU, ARRUDIANDO… ENTÃO, ESSES CARAS MAIS DAQUI, EU TENHO MAIS RELAÇÃO. POR QUE EU TENHO MAIS RELAÇÃO? VOU DIZER AQUI, VOU ABRIR O JOGO: O CARA DA MERCÚRIO, POR QUE ELA TEM MAIS RELAÇÃO? PORQUE ELA MUDOU O FOCO. EU DISSE ‘BICHO, VAMOS MUDAR…’ AI EU CRIEI UMA RELAÇÃO DE TODO MÊS, UM NEGÓCIO AQUI, OUTRO AQUI… ENTÃO, EU CRIEI UMA RELAÇÃO DE INTIMIDADE COM ELE. ‘TU AGORA VAI AJUDAR AQUI’ E ELE AJUDOU. ELE AJUDOU, EU NÃO TIRO A RAZÃO DELE, QUE ELE, QUE ELE DESVIA, TÁ CERTO, ESSE É O CARA QUE, ÀS VEZES NÃO GOSTAVA DA MANEIRA, DA FORMA.

DIEGO – ENTÃO, DEIXA EU FAZER O SEGUINTE…

ADALBERTO – ENTÃO, O CARA…

DIEGO – EU TÔ PENSANDO. ENTÃO, O ESTILO SERIA O SEGUINTE…

ADALBERTO – POR EXEMPLO, O CARA DA DEOTEX. POR QUE QUE FALEI? AJUDA MUITO. CHAMEI ELE NAQUELE DIA, MAS EU NÃO TÔ PAGANDO NADA. COMO ELE VAI OPERAR? TEM QUE TER ALGUÉM PRA IR PEGAR.

DIEGO – NÃO…

ADALBERTO – EU SÓ NÃO QUERO QUE ESSA COISA FIQUE… JÁ JÁ VAI TER UM BUNKER AQUI DENTRO.

DIEGO – SE VOCÊ PEGAR UMA…

ADALBERTO – OU SEJA: VOCÊ BOTA UMA PESSOA.

DIEGO – PRA MIM É MAIS FÁCIL, MELHOR IR PEGAR, EU ACHO… (INAUDÍVEL) É EU, VOCÊ…

ADALBERTO – AGORA, NÃO SEI, ASSIM: OS CABA VÃO TOPAR FAZER ISSO? PORQUE TÁ TODO MUNDO MEIO RESSABIADO. O PROBLEMA TODO É O SEGUINTE, O PREFEITO PEDE UMA COISA A GENTE, QUE EU ACHO QUE VOCÊ TEM MAIS POSSIBILIDADE DE FAZER ESSAS COISAS DO QUE EU.

DIEGO – SE VOCÊ ME DER O VALOR, EU PEGO COM O CABA.

ADALBERTO – VOU DAR UM EXEMPLO, AQUI O CABA CHEGA ASSIM… EU VOU TE PAGAR SEI LÁ, R$ 500 MIL, VAMOS SUPOR QUE EU PAGUE A ELE R$ 500 MIL. AÍ ELE JÁ BOTA NO PAPEL QUANTO QUE É PRA IR PEGAR. NUM É ISSO?

DIEGO – ISSO!

ADALBERTO – AI EU LIGO PRA VOCÊ.

DIEGO –AVISA A DATA E QUANTO.

Continue Lendo

Heron Cid denuncia divulgação de fake news contra a AMIDI

O presidente da Associação de Mídia Digital (Amidi), o jornalista Heron Cid, divulgou uma nota, na manhã desta segunda-feira (11), denunciando a divulgação de um suposto panfleto digital repleto de notícias falsas. 

O panfleto destorce uma foto que foi divulgada no dia 22 de janeiro, data em a Associação se reuniu com membros da Secretaria de Comunicação do Estado. Na ocasião, era mostrada aos veículos de comunicação, o novo modelo de veiculação de publicidade para portais, sites e blogs.

Veja a nota na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO

A Amidi, por meio de sua Diretoria, vem a público para expor o seguinte:

– Denunciar que, desde ontem (domingo, 10 de fevereiro de 2019), tem sendo vítima de expediente criminoso, nas redes sociais, especialmente via wathsapp, ferramenta na qual tem sido disseminado conteúdo inverídico e calunioso contra esta entidade e seus dirigentes.

– No panfleto virtual, sem autoria, próprio da covardia e da mentira, sugere-se uma reunião desta Associação e dirigentes e a Secretaria de Comunicação do Estado com fins e objetivos escusos, inclusive com a menção de distribuição de verbas publicitárias.

– Na verdade, usa-se, com distorção grotesca e para fins de calúnia, a imagem de uma reunião institucional e pública realizada no dia 22 de janeiro na sede da Secom, na qual a Secretaria apresentou o novo modelo de veiculação de publicidade para portais, sites e blogs, conforme orientação do Tribunal de Contas do Estado.

– O panfleto virtual é o típico Fake News (notícia falsa, montada, truncada e injuriosa), infelizmente tão presente nos meios digitais contemporâneos que se serve para atacar reputações e espalhar mentiras, um crime e distorção que esta entidade tem altivamente combatido, desde sua fundação, em defesa das boas práticas do jornalismo digital, um patrimônio da sociedade moderna.

– A Amidi, alvo seguido desse submundo criminoso e vil, não se intimidará, não se permitirá ser usada como peça desse insano confronto político estabelecido na Paraíba e, pela sua essência de entidade apartidária, jamais se dará ao papel de instrumentalização de defesa ou de acusação de quem quer que seja.

– Por fim, a Amidi exige respeito e anuncia que denunciará este fato criminoso nas instâncias legais e buscará, por meio delas, a responsabilização dos autores materiais e intelectuais dessa infame Fake News, bem como seus propagadores, incluindo até agentes políticos, igualmente passíveis de penalidades da Lei.

Heron Cid, Presidente

Continue Lendo

Carlão do Cristo coloca em dúvida idoneidade da justiça e ainda faz provocação

Em meio à polêmica sobre quem herdará a cadeira deixada pelo ex-vereador Eduardo Carneiro (PRTB), na Câmara Municipal, um dos interessados, Carlão do Cristo (Pros), colocou em dúvida a idoneidade da Justiça da Paraíba. Veja vídeo.

6434A003-1547-4340-9F6A-B351FDAB4CF1

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o suplente da coligação PRTB/Pros sugeriu que têm “pessoas poderosas financeiramente” por trás da decisão judicial que cancelou sua posse e posteriormente negou liminar para retornar à CMJP.

Na tarde da última sexta-feira (8), o desembargador Leandro Santos negou uma liminar impetrada pela defesa de Carlão do Cristo, afirmando que o mesmo não tinha atingido a cláusula de desempenho nas eleições de 2016, ficando impedido de exercer o mandato de vereador como titular. 

Na mesma decisão, o magistrado indicou que o herdeiro seria o primeiro suplente da coligação PRB/PMN, Marcílio Ferreira.

Continue Lendo

Querendo aparecer, Tovar faz gol contra ao tenta desmoralizar autoridades da PB

A falta de noção de alguns deputados da oposição na Paraíba parece que não tem limites. Ignorando completamente a credibilidade do Gaeco e judiciário paraibano junto à população, reforçada nos últimos meses com operações de repercussão nacional, a exemplo da Xeque-Mate, o deputado Tovar Correia Lima (PSDB) sugeriu a federalização da Operação Calvário, alegando “medo” de interferência do Estado nas investigações.

O que ele quer sugerir com isso? Que juízes, policiais e promotores poderiam cometer o crime de prevaricação? Que poderiam ser comprados em troca de benesses? Ou que seriam covardes a ponto de temer alguma retaliação? É este o valor que o parlamentar dá às autoridades paraibanas?

Será que ele tem rancor, uma vez que lhe prenderam em 2014 comprando voto em Campina Grande em troca de cesta básica?

Ou por que estão no percalço do seu ex-assessor Romarinho, que lidera uma Orcrim responsável por explodir carros-fortes, caixas eletrônicos e liderou a operação que atacou o PB-1 com fuzis que são restritos para uso até das autoridades de segurança?

Deixo um conselho para o nobre parlamentar: tenha cuidado ao tentar desmoralizar as entidades briosas que compõem o sistema de segurança da Paraíba. Exemplos não faltam de quando o feitiço virou contra o feiticeiro.

Continue Lendo

Cartaxo desafia juíza e edita outro decreto mantendo aumento das pasaagens

O prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo (PV) foi rápido em assinar decreto restabelecendo aumento nas passagens de ônibus na Capital.

Ele passou por cima da decisão da juíza Silvana Gouveia Cavalcanti, da 2ª Vara de Fazenda Pública da Capital, que revogou o reajuste.

O decreto com o aumento restabelecido saiu em edição extra do semanário oficial, publicado ainda na noite desta sexta-feira.

Confira:

2019_EXTRA_08-02

Continue Lendo

URGENTE: Justiça suspende aumento das passagens de ônibus em João Pessoa; veja decisão

A juíza Silvana Gouveia Cavalcanti, da 2ª Vara de Fazenda Pública da Capital, suspendeu o aumento das passagens de ônibus em João Pessoa após analisar ação civil pública com pedido de Tutela promovida pela entidade ‘Rede Minha Jampa’.

A entidade representou contra o Município de João Pessoa, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob), Consórcio UNITRANS, Transnacional-Transportes Nacional de Passageiro-LTDA, Consórcio Nossa Senhora Navegantes e Viação São Jorge LTDA por ter aumentado o valor da passagem de R$ 3,55 para R$ 3,95 em 11 de janeiro de 2019.

Segundo a decisão da juíza, que determinou o efeito retroativo ao dia 13 de janeiro, quando o aumento entrou em vigor, a aprovação dos reajustes tem que ser sancionados pelo chefe do Executivo municipal, no caso, o prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo (PV) – o que não teria acontecido.

Desta maneira, teria ocorrido um “vício de competência originária” no aumento.

Confira a decisão abaixo:

DECISÃO – TUTELA ANTECIPADA

Continue Lendo