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Ministério Público não pode permitir que seu nome seja usado para fake news

Um fato era comum na época dos boatos, que deixaram de existir e deram origem a algo muito pior. A fake news. Os boatos sempre eram inventados tendo como fonte uma pessoa ou empresa confiável, de renome, justamente para passar credibilidade, verossimilhança.

Grande parte das fake news segue esse padrão. A diferença é que se espalha feito fogo em palha seca, graças ao advento das redes sociais.

A moda agora das fábricas de fake news, seja as profissionais ou as amadoras, é usar o nome do Ministério Público e/ou de operações desencadeadas pelo órgão. Praticamente todos os dias, circulam em grupos de whatsapp, notícias falsas sobre operações da Polícia Federal ou do MP. Muitas sequer são desmentidas. Outras são tão absurdas, que somente gente mau caráter é capaz de espalhar, com objetivo claro e deliberado de macular a honra e a vida de alguém.

O Ministério Público em todo país teve, tem e terá, um papel fundamental no combate ao crime organizado e a corrupção no Brasil inteiro. É uma das instituições mais respeitadas e de credibilidade do nosso país e por isso mesmo, não pode admitir que seu nome seja usado para fomentar e espalhar mentiras, destruindo reputações de pessoas e empresas.

Se omitindo, deixando que o seu nome seja usado para publicações de fake news, em grupos de aplicativos ou em blogs ávidos por acesso fácil ou pelo jornalismo feito pelo ódio, o MP permite até que se levante suspeita de que o expediente esteja agradando promotores, que em alguns casos, não perdem a chance de ter uma câmera ligada a sua frente, ou até mesmo, que essas fakes façam parte das estratégias de investigação.

Toca o terror nos investigados, familiares e amigos, aliado ao uso de instrumentos jurídicos para “torturar” suspeitos, é uma prática que não se concebe numa democracia.

Por isso, além de não permitir que seu nome seja envolvido num crime, o MP deve chamar o feito a ordem e enquadrar esses que fabricam, publicam e compartilham mentiras, sob pena de ser acusado de conivência.

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