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Promotor que denunciou Amadeu e dirigentes envolvidos na Operação Cartola recebe ameaças de morte

O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Paraíba, Octávio Paulo Neto, revelou, durante entrevista ao CBN João Pessoa, estar sendo alvo de ameaças de morte. O promotor foi responsável por denunciar várias figuras importantes da Paraíba, dentre elas o presidente afastado da Federação Paraibana de Futebol, Amadeu Rodrigues, e outros dirigentes esportivos envolvidos na Operação Cartola.

“Faz parte, até porque quando você atinge grupos políticos e econômicos, inequivocamente, você lida com interesses contrariados das mais diversas formas, das mais diversas proporções. A gente até compreende. Uma coisa é a pessoa desejar o mal e outra é ela praticar o mal. Desejar o mal, logicamente, quando você atinge determinado corrupto ou determinado criminoso, é normal ele querer o mal de quem o aciona. Mas daí até ele praticar, tem um espaço bem distante”, disse Paulo Neto. Ele ressaltou ainda que procurou o secretário de Segurança Pública, Cláudio Lima, e a Polícia Militar para falar das ameaças.

“A questão do receio (pelas ameaças), o medo é um bom conselheiro, porque a gente evita logicamente cometer erros de grande monta e faz parte do jogo. Agora, (o combate à corrupção) é um jogo que não tem marcha à ré. É só marcha para frente. Todas as providências foram tomadas”, ressaltou. Ele acrescentou ainda que as ameaças não vão intimidá-lo. “O membro do Ministério Público que não souber conviver com ameaças, tem que procurar outra função”, acrescentou.

Com Blog do Suetoni

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