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Ministro do STF proíbe Wilson Filho de frequentar Ministério do Trabalho e de ter contato com outros investigados em operação da PF

O ministro Edson Fachin determinou medidas cautelares contra o deputados Wilson Filho, do PTB, e o vice-presidente da UGT, Ademir Camilo, licenciado do mandado parlamentar pelo MDB.

Ambos estão proibidos de frequentar o Ministério do Trabalho ou manter contatos com outros investigados na Operação Registro Espúrio. Fachin também determinou a suspensão de Caminho do cargo de vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Segundo o relator, Ademir Camilo e Wilson Filho “exercem forte influência sobre Renato Araújo Júnior, mediante promessas de sustentação política para a permanência no cargo em comissão na Secretaria de Relações de Trabalho, circunstância que atesta suas participações ativas no esquema delituoso”.

Entenda

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (30) operação para desarticular organização criminosa suspeita de fraudes na concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho. Entre os alvos da operação estão os gabinetes dos deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB).

De acordo com investigadores, a prisão dos parlamentares chegou a ser pedida, mas foi rejeitada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda segundo investigadores, um dos objetivos da operação é apurar “loteamento” do Ministério do Trabalho pelo PTB e pelo Solidariedade.

Segundo as investigações, o núcleo político do esquema teria como participantes o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, os deputados Paulinho da Força e Wilson Filho.

Ao todo, a operação batizada de Registro Espúrio cumpriu 64 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de prisão temporária, além de outras medidas cautelares.

A PF cumpriu mandados no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Em São Paulo, a PF fez buscas na Força Sindical e na União Geral dos Trabalhadores (UGT).

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