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Discurso de “cortar na carne” de deputado paraibano não se aplica a familiares

Em recente discurso em vídeo do deputado Pedro Cunha Lima (PSDB) nas suas redes sociais, o tucano convoca o Congresso a cortar na sua própria carne recheada de privilégios. Ele defende que antes de tratar da ‘Reforma da Previdência’, os poderes tratem da ‘Reforma dos Privilégios’, mas esquece que sua família é recheada de regalias, que vão desde seu pai o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) que recebe, um total, R$ 57,2 mil, entre salário do Congresso e pensão como ex-governador da Paraíba, algo muito criticado pelos brasileiros, a inúmeras indicações de familiares e amigos em cargos públicos sem concurso.

“As necessidades das autoridades vem sempre em primeiro lugar no Brasil, não falta nada para os deputados, senadores, governadores, para os juízes, onde existe um aparelhamento estatal muito robusto que tem um orçamento que o Brasil não suporta. Então a gente precisa antes de tratar da ‘Reforma da Previdência’, debater a ‘Reforma dos Privilégios’”, disse o filho de Cássio ao esquecer que seu pai recebe no total, R$ 57,2 mil, entre salário do Congresso e pensão como ex-governador da Paraíba no valor de R$ 23,5 mil.

O acúmulo de vencimentos de Cássio já foi destaque diversas vezes na mídia nacional. O Governo da Paraíba tem uma despesa anual de R$ 2,5 milhões com pensões vitalícias para ex-governadores e viúvas. O dado é de um levantamento do portal G1 e coloca o Estado como o sétimo que mais tem despesas com esse tipo de pagamento no país. O benefício é legal, mas está sendo contestado no Supremo Tribunal Federal (STF), através de uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O gasto mensal na Paraíba é de R$ 209,1 mil.

Gafes de Pedro

Esta semana o deputado federal Pedro Cunha Lima, postou em suas redes sociais, que teria sido escolhido pelo Ranking dos Políticos o melhor parlamentar do país, porém em 23 de novembro o mesmo parlamentar, nas suas redes socais, alegava ter sido escolhido como o sexto melhor parlamentar do mesmo prêmio.

Familiares e amigos de Pedro em cargos públicos sem concurso

Que todos sabem é que a família Cunha Lima é grande, isso já é um fato, mas que muitos exercem cargos sem concursos, indicados pelo senador Cássio Cunha Lima, o deputado federal Pedro Cunha Lima e o Prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues, todos parentes poucos tem noção da quantidade de pessoas e de suas rendas oriundas do setor público.

Levantamentos feitos no Sagres, revelam mais familiares e pessoas diretas ligadas à família Cunha Lima, recebendo altos salários na Prefeitura Municipal de Campina Grande. Os mais novos detectados são: O filho ex-prefeito de Fagundes Gilberto Dantas e da atual prefeita Magna Madalena Brasil Risucci (Arthur Risucci Dantas) que ganhando R$ 3.388,00. O ex-prefeito de Queimadas Jacó Maciel, ganhando R$ 6.500,00. O cunhado do senador Cássio Cunha Lima (Jackson Alves Azevedo) que ganha R$ 1.100,00. Germana Cunha Lima que é prima do senador Cassio Cunha Lima, ganhando R$ 5,8 mil e o irmão do seu advogado Herbert Targino, o comissionado Hermann Jorge Targino ganhando a bagatela de R$ 4,1 mil.

Outro integrante da família Cunha Lima detectado na folha da PMCG é Bertrand de Figueiredo Cunha Lima, que atua como comissionado no Instituto de Prev. dos Serv. Mun. de Campina Grande, exercendo o cargo de Diretor Econômico Financeiro do instituto e recebendo a quantia mensal de R$ 13.169,82. Bertrand é concunhado do prefeito Romero Rodrigues (PSDB). O atual presidente do IPSEM Antônio Hermano De Oliveira, recebe a quantia de R$ 22.400,00 é casado com a irmã de Romero.

Irmã de Cássio

Conforme noticiado, o Clã Cunha Lima não tem problemas para conseguir empregos com altas remunerações. A irmã de Cássio Cunha Lima, Glauce Rodrigues Cunha Lima, consta como funcionária do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Com um salário de R$12,300, a irmã de Cássio e assessora de gabinete trabalha diretamente com o desembargador Joás de Brito do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB). As informações constam no Sagres e ela foi nomeada desde 2007. A atitude do desembargador foi o interpretada por alguns como uma retribuição à nomeação feita pelo governador.

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