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Ricardo critica “guerra política” e diz que volume de Boqueirão aumentou mesmo com fim do racionamento

O governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) afirmou que, apesar do fim do racionamento em Campina Grande, o volume de água no açude do Boqueirão continua crescendo, rechaçando a tese de que não existia segurança hídrica para o fim da restrição na distribuição de águas na cidade. A fala foi dada durante entrega da 4ª Adutora de Água Tratada de Campina e do Sistema Adutor de Pocinhos/São José da Mata, em Campina Grande, na manhã desta segunda-feira (28).

“Na sexta-feira nós tínhamos 8,31% de água do volume lá em Boqueirão. Sábado e domingo, mesmo sem racionamento, Boqueirão já está com 8,37%. Ou seja, a entrada de água é maior que a saída. É por conta disso que tem coisas que só dá para discutir se você tiver a parte técnica presente. Ninguém pode fazer discussão sobre se o racionamento deve existir ou não sem levar em conta a parte técnica, porque quando só se pensa no eleitoralismo”, comentou.

Segundo Ricardo, quando a motivação política sobrepuja os dados técnicos, milhares de pessoas sofrem com a realidade da falta de água.

“O que acontece, milhares e milhares de famílias ficam prejudicadas porque o racionamento é real é aquela pessoa do tambor, que tem caixa d’água de 500 litros, é a pessoa que nem caixa d’água tem. Esse é racionamento real, é o impacto que fez com que 80% das famílias aqui em Campina Grande tenham sofrido ao longo desses três anos e uma parte que não sofre isso, uma parte dessa parte que não sofre, se acha no direito de palpitar sobre se o racionamento deve existir ou não e quem sabe disso são alguns técnicos como a Agência Nacional de Águas, como a Agência Estadual de Águas, como a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado da Paraíba, porque quem sabe isso é o Governo do Estado”, considerou.

Ricardo criticou o defensor público que entrou com ação pedindo a suspensão do fim do racionamento, dizendo que o mesmo o mesmo utilizou informações inverídicas para fomentar uma guerra política.

“O cidadão, o defensor público chegou a dizer que só tinha uma bomba funcionando. Como se isso fosse possível. Daí se consegue uma liminar para fazer uma guerra política”, lamentou.

O governador citou, também, que suspendeu o racionamento no Cariri utilizando as mesmas águas que chegaram da Transposição e não se falou nada, ao passo que, em Campina Grande, se criou uma “guerra injustificada” por algumas pessoas.

Informações do WSCOM.

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