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Investigada pelo MP, empresa de primo de Romero amplia licitações em Campina Grande

Mesmo estando sob investigação do Ministério Público da Paraíba – MP-PB, que recentemente acolheu denúncia contra a empresa Interblock Artefato de Cimento S/A e determinou abertura do Inquérito Civil 49/2016, diante da necessidade de investigar representação dando conta de possíveis irregularidades na contratação da empresa Interblock Artefato de Cimento S/A, pelo Município de Campina Grande-PB, a emprega ganhou mais uma na gestão do prefeito Romero Rodrigues  (PSDB) no valor de R$ 2.461.500,00. Somados os outros quatro contratos que já lucrou com a PMCG a empresa do primo de Romero Rodrigues já faturou R$ 8.644.350,00.

Trata-se da reposição de um piso em todo o canteiro da avenida Manoel Tavares. Vale ressaltar que, segundo mostram as fotos em anexo, o piso atual do canteiro central da Avenida, todo feito em pedras portuguesas, está em perfeito estado de conservação, sendo desnecessária a sua substituição. Mas não vendo isso o prefeito determinou que se gastasse R$ 2.461.500,00 conforme mostra o TCE-PB no Pregão Presencial número 214112017 (https://sagres.tce.pb.gov.br/licitacoes02.php), de 04/04/2017. Confira os dados no TCE

Moradores da localidade, perplexos com a retirada do piso em perfeito estado, enviaram fotos recentemente à redação mostrando que o piso antigo se encontra em perfeito estado. Raquel Cordeiro, moradora de um edifício no local, alegou que o dinheiro investido nessa obra da Manoel Tavares poderia ser investido em demandas urgentes da cidade, com nas áreas da educação e saúde, setores que, constantemente, são alvos de reclamação por parte da população, no que se refere à falta de medicamentos, materiais, dentro outros.

A empresa Interblock Artefato de Cimento S/A, que tem como um dos sócios proprietários o filho do Senador Cássio Cunha Lima (PSDB), Diogo Cunha Lima, primo do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB), teve denúncia feita pelo promotor Alyrio Batista de Souza Segundo, tendo em vista que Diogo, sendo parente do prefeito, seria um dos sócios proprietários da empresa, que faturou com os cinco contratos na PMCG a quantia de R$ 8.644.350,00, sendo quatro contratos na primeira gestão tucana e outro neste segundo mandato.

Segundo pesquisa no site da Receita Federal e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), a empresa Interblock Artefato de Cimento S/A, cuja atuação principal está na fabricação de artefatos de cimento para uso na construção civil, até o final de 2015já havia emplacado quatro licitações na Prefeitura de Campina Grande, que somadas chegam à quantia de R$ 6.182.850,00.

A empresa Interblock Artefato de Cimento S/A, criada em 08.04.2010, segundo dados da Receita Federal, só ganhou na Paraíba, desde a sua criação até o final de 2016, quatro licitações, sendo três em Campina Grande.

 EMPRESA É DOADORA DA CAMPANHA DE PEDRO CUNHA LIMA

Outro dado importante a ser investigado pelo Ministério Público é que a empresa Interblock Artefato de Cimento S/A foi uma das doadoras da campanha do atual deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), no ano de 2014. A doação ocorreu um ano depois de a Interblock ganhar a sua primeira licitação na Prefeitura de Campina Grande.

A empresa doou à campanha de Pedro Cunha Lima, também primo de Romero, em espécie, a quantia de R$ 13.500,00, como revelam os dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Pedro Cunha Lima é irmão de Diogo Cunha Lima, diretor da empresa. Ele foi eleito o deputado federal mais votado no Estado da Paraíba em 2014, disputando sua primeira eleição.

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