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Sem evoluir com os erros, Cartaxo vai minando próprio nome para disputar o governo

Uma das marcas das grandes personalidades é a autocrítica e capacidade de se reinventar, se remodelar perante erros, derrotas, avaliações e atitudes equivocadas.

No período de um mês, Cartaxo sofreu dois baques que evidenciaram que o mesmo ainda tem muito feijão com arroz para comer para que seja considerado um grande político (tanto no aspecto de fazer obras e ações quanto, principalmente para o tema deste artigo, a capacidade de agregar forças políticas e ganhar terreno).

A primeira derrota veio para Romero Rodrigues, seu rival no bloco oposicionista para ser o nome do grupo para disputa o Governo da Paraíba ano que vem. Após deixar o suplente de vereador Marmuthe Cavalcanti, seu fiel escudeiro e colega partidário, por meses no ostracismo e tomando chá de cadeira, viu o prefeito de Campina Grande, de uma vez só, levar Marmuthe para a Câmara Municipal de João Pessoa e Eliza Virgínia para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

O outro baque veio ontem, quando Aníbal Marcolino, que irá assumir vaga na ALPB no lugar de Jullys Roberto, anunciou que irá apoiar Ricardo Coutinho, frustrando as expectativas da oposição e apontando sua artilharia para Luciano Cartaxo, o acusando de tratar aliados como inimigos (vale lembrar que vários vereadores da base já reclamavam desse tratamento).

Com tantas derrotas em pouco tempo, se esperaria uma mudança de postura de um grande político, de um grande estrategista. Mas o que Cartaxo fez? Permaneceu em sua postura de arrogância e intransigência. “Eu não estou aqui para resolver problema particular de ninguém, estou aqui para cuidar das questões da cidade de João Pessoa”, disse hoje.

Talvez nem ele tenha notado, mas a frase que ele dirigiu especificamente para Aníbal serve para todos os seus aliados. A partir dela, terão certeza de que suas demandas não serão atendidas pelo prefeito. É uma postura segregacionista que não reflete um grande articulador. Cartaxo vai, aos poucos, minando o seu nome para a disputa do Governo do Estado no ano que vem e não poderá culpar ninguém senão sua própria incompetência, empáfia e incapacidade de aprender com os erros.

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