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Para diminuir vergonha, Cartaxo deve pedir que Marmuthe demonstre lealdade e sintonia – após ter dado chá de cadeira de meses no suplente

O prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo (PSD), que foi taxado como o homem da “gestão da lentidão” nas eleições do ano passado, mostra que a sua paralisia não se resume às obras e ações da prefeitura. A inércia para dialogar e se articular até com próprios aliados tem se tornado algo vistoso aos olhos.

A falta de movimentação fez com que Cartaxo tomasse um chapéu de seu maior concorrente pela disputa ao Governo do Estado no ano que vem, Romero Rodrigues (PSDB), que, de uma vez só, ganhou terreno político com a articulação que levou Eliza Virgínia à Assembleia Legislativa da Paraíba e abriu caminho para que Marmuthe Cavalcanti (PSD) possa volta à Câmara Municipal de João Pessoa.

O detalhe é que Marmuthe passou meses levando chá de cadeira do prefeito, que sequer lhe nomeou para alguma secretaria adjunta irrelevante, mesmo que fosse apenas para mostrar que estava “por ali”. Após o anúncio do chapéu, óbvio, no mesmo dia quebrou a inércia e ofereceu a irrelevante superintendência-adjunta do Instituto de Previdência do Município (IPM).

Porém, com a opção de ir para a Câmara Municipal de João Pessoa, bem mais visível e relevante, é provável que o suplente de vereador abra mão do cargo oferecido por Luciano. Sabedor disso, o prefeito marcou para esta quinta uma reunião com o mesmo. Para diminuir a vergonha, a expectativa é que Cartaxo apele ao bom senso para que o colega de partido, ao usar a tribuna e falar para a imprensa pessoense, demonstre lealdade e sintonia. Pelo menos.

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