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Ricardo diz que Brasil é presa frágil sendo devorada por bando de hienas

O governador Ricardo Coutinho (PSB) comentou nesta quarta-feira (12), pela primeira vez, a aprovação da Reforma Trabalhista no Senado, como medida que visa retomar o crescimento econômico do país e, principalmente, diminuir o desemprego – segundo consideram os governistas que propuseram a medida e os senadores que a aprovaram. O socialista afirmou que tais argumentos se tratam de um engodo.

“A falta de retomada do crescimento do Brasil não é por causa de legislação trabalhista. Isso é um engodo, na verdade a falta de retomada do crescimento se dá porque você não tem capital disponível e o Estado, o poder público se encolheu. Não existe, eu não conheço, nenhuma experiência no mundo onde você sai de uma crise, de uma recessão, de uma depressão, que acredito que é o que estejamos vivendo, sem que o poder público invista”, opinou.

Falando sobre o limite de investimentos, Ricardo foi lembrado da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 ou 55, que determina o congelamento de investimentos públicos por 20 anos. O socialista disse que a medida é um crime contra a nação.

“É um crime contra a nação porque se você congela gastos sociais, diz que a saúde não pode passar a inflação daquilo do ano anterior, quando tudo é dolarizado: medicamento, equipamento; quando você diz que a educação vai seguir aqueles 25%, enfim, quando você não consegue pensar grande, você está condenando uma grande parcela da população e a geração seguinte a viver muito pior do que essa atual”, considerou.

Por fim, o paraibano comparou a situação do Brasil com a de uma presa frágil que está sendo devorada por um bando de hienas.

“A imagem que eu tenho desses episódios todos [de aprovação de reformas e medidas propostas por governistas] é mais ou menos aquela imagem de um grupo de hienas quando vê uma presa com uma certa fragilidade, se aproveita e retira tudo. É isso que está acontecendo [com o Brasil]”, concluiu.

Informações de Feliphe Rojas, do WSCOM.

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