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Caso dos Sanguessugas: deputado paraibano pode ser julgado criminalmente a qualquer momento pelo STF

Processo envolvendo o deputado paraibano Benjamin Maranhão (SD) referente ao Escândalo dos Sanguessugas pode entrar em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF) a qualquer momento, após as alegações finais terem sido concluídas.

Como o processo corre em sigilo, não se sabe do que o parlamentar é acusado e qual foi a pena proposta pelo Ministério Público Federal e o Procurador-Geral da República, Janot. A ação penal 676 é relatada pela ministra Rosa Weber

O Escândalo dos Sanguessugas, também conhecido por Máfia das Ambulâncias, que veio à tona em 2006, foi um megaesquema de corrupção envolvendo dezenas de pessoas. O grupo teria movimentado R$ 110 milhões em fraudes na compra de ambulâncias e materiais hospitalares.

Segundo auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Departamento Nacional de Auditoria do Ministério da Saúde (Denasus), a máfia das ambulâncias causou um prejuízo de pelo menos R$ 15,5 milhões aos cofres públicos. Para os auditores, houve superfaturamento em 70% dos convênios analisados.

No Congresso, a operação policial resultou na abertura de uma CPI mista, formada por deputados e senadores. A CPI das Ambulâncias, ou dos Sanguessugas, pediu o indiciamento de 72 parlamentares, sendo três senadores. Mas nenhum foi cassado. Entretanto, em outubro de 2006, cinco deputados se reelegeram. Dois senadores continuaram com o mandato, que estava na metade.

Envolvimento de Benjamin

Segundo reportagens da mídia nacional, Benjamin teria recebido propina de R$ 40 mil para destinar emendas para o grupo criminoso.

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