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CPI da Câmara de Cabedelo: prestador de serviço assinou contrato com a Câmara para fazer serviços exclusivos para Lucas Santino

Durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal de Cabedelo para apurar irregularidades na gestão do peemedebista Lucas Santino como presidente da Casa, questionamentos a uma testemunha ouvida pelos parlamentares revelou um fato gravíssimo envolvendo o ex-candidato a prefeito de Cabedelo, derrotado por Leto Viana (PRB) no ano passado.

“Eu tinha um contrato pessoal, não com a Câmara de Vereadores, mas com o senhor Lucas Santino. Que era para produzir material para a pré-campanha dele. Eu enviei o meu contrato para que fosse avaliado e ele recebeu o contrato, através de sua assessoria e, depois eu fui chamado até a Câmara para assinar esse contrato”, comentou Joserly Luiz dos Santos, gestor de Tecnologia da Informação.

Entretanto, uma via apresentada por um dos vereadores componentes da Comissão deixou claro que a assinatura de contrato do depoente havia sido com a Câmara Municipal, não com o vereador. Ao que a testemunha disse.

“Eu não li o contrato. Eu simplesmente assinei porque confiei”, disse.

A testemunha, em sua fala, confirmou que os serviços foram prestados exclusivamente para Lucas Santino, durante a sua pré-campanha para prefeito da cidade no ano passado.

“Esse serviço foi para fazer divulgação da imagem do Lucas Santino, a campanha pessoal dele”, confirmou.

Denúncias 

As acusações que basearam a CPI tiveram como fundamentos julgamentos do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), que apontaram apropriação indébita, sonegação fiscal, despesas realizadas sem o devido processo licitatório, falsidade ideológica, estelionato, lavagem de dinheiro, associação criminosa, dentre outros crimes.

Os vereadores ainda alegam que, na gestão de Lucas Santino, teria também havido fraude na gestão de pessoal da Câmara de Cabedelo e em empréstimos feitos por servidores. Outra acusação é da suposta retenção de valores nos salários dos servidores, não repasse de empréstimos consignados e contribuições para Caixa Econômica e IPSEMC.

As irregularidades teriam causado dano de R$ 1 milhão ao erário.

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