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Bruno sugere que Cássio Andrade faça acordo de colaboração premiada com MPF, para não ser o Judas a ser malhado no caso Lagoa

O vereador Bruno Farias (PPS), líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), comentou as declarações do secretário de Infraestrutura, Cássio Andrade, no início do mês, após a primeira coletiva da oposição, dizendo que seus familiares moveriam processos de calúnia e difamação contra ele e vereadores da oposição por relacioná-los às supostas irregularidades cometidas na obra do Parque da Lagoa.

Sem palavras de veludo, Bruno sugeriu que ele gastasse dinheiro para contratar um advogado que negociasse um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF), porque a comissão especial instaurada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, para apurar as irregularidades na obra, irá “quebrar nas costas” dele. Farias fez um apelo para que Cássio não aceite ser o Judas a ser malhado nessa história.

“Ao invés de gastar dinheiro com advogado para processar a oposição, gaste dinheiro para procurar um advogado que tenha uma audiência com o Ministério Público Federal para negociar uma colaboração premiada. Porque essa comissão especial [da Prefeitura Municipal de João Pessoa para apurar irregularidades na obra da Lagoa] que foi criada, foi criada para quebrar na costa do mais fraco. E o mais fraco, Cássio, nessa relação, é você. É você. Porque não se engane não, a Polícia Federal, no final das contas, vai indiciá-lo, vai pedir a instauração de um procedimento administrativo disciplinar contra a sua esposa na Caixa Econômica que pode perder a estabilidade”, afirmou.

Segundo Bruno, a esposa de Cássio descumpriu, ainda, ordem de um superior hierárquico na Caixa, pois entrou em contato com o superintendente da entidade na Paraíba, Marcos Vinicius, e o mesmo relatou que havia pedido para que a cônjuge do secretário, que é coordenadora do Gigov (Gerência de Governo), se afastasse da obra, determinação que ela descumpriu e, portanto, a oposição irá oficiar a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a própria Caixa para a instauração de um procedimento contra ela.

“Eu conversei com doutor Marcos Vinicius ao telefone e ele me disse: “Bruno, olhe, quando esse processo começou a tramitar aqui na Caixa, eu pedi à Luciana para que ela se ausentasse, se abstivesse. Eu posso lhe dizer que ela não participou desse processo”. Até a Caixa Econômica Federal é vítima nesse processo da Lagoa. Minha solidariedade aos engenheiros e arquitetos da Caixa, porque são vítimas”, concluiu.

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