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Bruno Farias descobre indícios de que desvio de dinheiro na Lagoa teria ido para a campanha de Lucélio

O vereador Bruno Farias (PPS), líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), realizou coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (28) para apresentar novos dados referentes à investigação do Parque da Lagoa.

Segundo o parlamentar-mirim, ele não tem dúvidas, após ler os documentos disponibilizados após a quebra do sigilo, de que a obra da Lagoa foi “concebida, idealizada para ser um dreno de desvio de recursos”.

Confira os principais pontos da coletiva

Câmara em situação vexatória

Segundo Bruno, o argumento da base governista, de que a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar irregularidades na obra do Parque da Lagoa não era necessária por já haver órgãos na investigação, a exemplo da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Controladoria Geral da União, ruiu após a Comissão Especial implantada pela própria Prefeitura Municipal de João Pessoa para apurar as irregularidades. A omissão da Câmara, segundo Bruno, a colocou em situação vexatória.

“Estou vendo a hora vereador saiu na rua e tomar peteleco da população que quer saber qual é o papel do vereador se não investigar as ações do Executivo”, comentou.

Secretário de Infraestrutura, Cássio Andrade mentiu

Bruno traz à tona documentos que revelam que a esposa de Cássio Andrade participou até novembro de 2015 diretamente da obra, assinando as liberações de verbas para as medições da prefeitura, diferentemente do que alegou o secretário, que disse que a mulher não participou de nenhuma fase da obra. Ainda de acordo com Farias, foi no mesmo período que ela deixou de assinar as autorizações que o relatório da CGU, que indicou superfaturamento de R$ 10 milhões, foi apresentado e a Oposição na Câmara começou a se articular para o pedido de CPI.

Cássio teria mentido ainda sobre o não envolvimento do concunhado nas obras, como funcionário da Compecc. O secretário afirmou oque ele trabalharia apenas na parte administrativa e burocrática da empresa. Bruno garante, no entanto, que o diário de obras da Compecc apreendido pela Polícia Federal (PF) tem assinaturas do agregado familiar de Cássio, atestando que ele foi o gestor da obra, além de fotos que o mostram ao lado de Cartaxo e Cássio Andrade em visitas à obra, rechaçando a tese de que o mesmo não teve envolvimento na parte técnica da obra.

Possível pagamento para campanha de Lucélio

Sem acusar ninguém, mas achando muito estranho, o líder oposicionista revelou que, após receber uma informação de uma ex-funcionária da Seinfra, descobriu informações perturbadoras.

A ex-funcionária da pasta havia alertado que, em 2014, faltando 15 dias para a eleição na qual Lucélio Cartaxo disputava o Senado, houve um corre-corre na secretaria para que houvesse medição e pagamento para à empresa responsável pelas obras, a Compecc.

Bruno investigou os documentos que foram disponibilizados pelos órgãos fiscalizadores, após a quebra do sigilo por decisão judicial, e percebeu que, no período especificado pela ex-funcionária, existiu dois pagamentos feitos a Compecc: um de R$ 660 mil, de maneira ordinária, depositado na conta do convênio responsável pela obra e outro de R$ 2 milhões, extraordinário, pago diretamente na conta do administrador da Compecc, sem intermédio da Caixa, uma espécie de “adiantamento”.

Farias deixou claro que vai notificar os órgãos competentes desse fato, no mínimo, esquisito.

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