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OPERAÇÃO IRERÊS: Bruno Farias expõe rede de conexões que facilitaria desvios de recursos na Lagoa

O vereador Bruno Farias (PPS), líder da oposição da Câmara Municipal de João Pessoa, em um trabalho investigativo digno de detetives de Hollywood, revelou uma rede de contatos e conexões que teria facilitado os desvios de recursos nas obras do Parque da Lagoa e o encobrimento das suspeitas que pesam contra a Prefeitura Municipal de João Pessoa.

Bruno descobriu que a esposa do secretário da Infraestrutura (Seinfra) Cássio Andrade, Luciana Maroja, é servidora da Caixa Econômica Federal, lotada na Gerência Executiva de Governo (Gigov) da entidade, unidade responsável pela gestão de contratos e do repasse de dinheiro para governos.

Já a irmã de Luciana e cunhada de Cássio Andrade, Flaviana Maroja dos Santos, é lotada na Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) como prestadora de serviços e é esposa de Marcos Santos Jr., que trabalhou oficialmente na Compec (construtora alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Irerês da Polícia Federal), como gestor de obras de 2009 a 2012. Entretanto, segundo Bruno, ele trabalhou de fato na Compec até dezembro de 2016, pois era a pessoa que, em nome da empresa, chegava com as medições na Seinfra, local onde a esposa é prestadora de serviços e o concunhado é secretário. Atualmente, ele é prestador de serviços da Seinfra.

Segundo Bruno Farias, como gestor de obras, Marcos era responsável por fazer o acompanhamento das obras da empresa, e, por conseguinte, as medições de cada etapa da obra da Lagoa e hoje é servidor da gestão. Além disso, voltando à esposa de Cássio, na Gigov da CEF, Luciana teria o poder para atestar as medições de seu cunhado e liberar os pagamentos.

As explanações foram realizadas em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (7), no gabinete de Marcos Vinicius (PSDB), presidente da Câmara Municipal de João Pessoa.

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