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Ex-secretário de Cartaxo que planejou e iniciou Parque da Lagoa tem envolvimento em vários escândalos

O ex-secretário de Planejamento da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Rômulo Polari, responsável pela idealização, ainda em 2014, das obras no Parque da Lagoa, tem um histórico de escândalos envolvendo a gestão do dinheiro público. Parece que tudo que foi tocado pelas mãos do ex-gestor da Universidade Federal da Paraíba se tornou podre, como vem se demonstrando ser o caso recente da obra no cartão postal mais importante da cidade. Lama pra todo lado.

Veja o histórico

Em 2013, nos primeiros cem dias de gestão de Margareth Diniz à frente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), um relatório foi elaborado e enviado para a Controladoria Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público Federal (MPF), contendo várias evidências de irregularidades praticadas por Polari, ex-reitor da UFPB.

Segundo a reitora, não houve prestação de contas de 59 convênios, sendo 24 da Fundação José Américo (FJA) e 35 da Fundação de Pesquisa e Extensão (Funape) com prazos de vigência encerrados. O relatório apontou que a UFPB teria que devolver mais de R$ 500 mil, referentes a recursos de convênios cujas prestações de contas não foram aceitas pela Fundação Nacional de Saúde (FNS) e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Além disso, o não pagamento de uma multa do Ibama fez o valor da cobrança dobrar. Como se não bastasse, um quantitativo de 40 convênios da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) ‘em aberto’ no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira), do Tesouro Federal, gerou uma perda de R$ 22 milhões à instituição.

Um ano depois, foi denunciado pelo Ministério Público Federal na Paraíba, que o acusou de ter danificado, em maio de 2011, quando reitor, floresta de vegetação nativa de mata atlântica, sem licença do IBAMA, para construir o “Centro de Arte e Cultura” da UFPB, em uma área de 530 m². A pena para o crime que teria sido cometido por Polari era de um ano a três anos de prisão, ou multa. A sugestão do MPF foi o pagamento de R$ 20 mil reais para cada envolvido: ele e Alessandro da Cunha Diniz, prefeito universitário na época.

E não para por aí. Em 2015, o Tribunal de Contas da União rejeitou as contas de 2010 de ex-gestores da UFPB: Rômulo Polari (reitor) e Marcelo de Figueiredo Lopes (pró-reitor de Administração), bem como dos ex-superintendentes do Hospital Universitário João Flávio Paiva e João Batista da Silva.

Manutenção de servidores cedidos sem a devida formalização, fracionamento de despesas, execução de despesas sem prévio empenho, prorrogação irregular de vigência de contratos e outras irregularidades foram encontradas pelo Tribunal.

Como brinde por escândalos, Polari ‘ganha’ secretaria importantíssima da PMJP

Apesar do histórico de desperdício e descaso com o dinheiro público na área importantíssima da Educação Superior, hoje sentidos por todos os estudantes e docentes da UFPB, o prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo não hesitou em o colocar, no início de 2013, para comandar a importante pasta de Planejamento, responsável por planejar ações da Prefeitura, obras e gerir o dinheiro empregado nelas.

Não se sabe ainda com clareza o papel de Rômulo em mais esse caso emblemático de pilhagem do erário. Em agosto do ano passado, quando já havia deixado a pasta, ele foi chamado para depor ao Ministério Público Federal (MPF) que, baseado em relatório da Controladoria Geral da União (CGU), passou a investigar os indícios de desvio de recursos e superfaturamento.

O sigilo nos autos do inquérito prejudica a apuração das responsabilidades por parte da imprensa e dos políticos do legislativo municipal, que possuem o dever de fiscalizar o Executivo Municipal. Entretanto, com cada operação da Polícia Federal, com cada oitiva do MPF, com cada resultado de perícia, de relatório de órgãos fiscalizadores, fica evidente o saque que foi feito no dinheiro público e a participação dolosa de agentes da Prefeitura Municipal de João Pessoa nesse processo criminoso.

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