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Cartaxo convoca reunião de emergência para amenizar “desgaste da imagem” e calar oposição na PMJP, denunciam vereadores

A bancada de oposição da gestão do prefeito Luciano Cartaxo, que é composta por Bruno Farias, Sandra Marrocos, Leo Bezerra, Tiberio Limeira, Tanilson Soares, Humberto Pontes, Marcos Henriques, Eduardo Carneiro, fez um comunicado devido a Operação Irerês, que foi deflagrada pela Polícia Federal, com o objetivo de investigar desvios de mais de R$ 6 milhões  de reais na execução da obra da Lagoa.

Segundo eles, Cartaxo convocou uma reunião de emergência  que “foi um fiasco, a começar pela ausência do próprio Prefeito, que convocou, mas não compareceu ao encontro, escalando o Secretário Municipal de Articulação Política para representá-lo. Foram, também, sentidas as ausências dos vereadores Marcos Vinícius, presidente da CMJP, Helton Renê, líder da Bancada governista, e do Vereador Dinho”.

A reunião limitou-se a traçar estratégias na tentativa de diminuir o desgaste da imagem do Prefeito com a deflagração da Operação Irerês.
Ainda de acordo com os vereadores, o Secretário Zennedy formatou estratégias para sufocar a atuação da Bancada de Oposição e abafar o debate público sobre a obra.

Leia na íntegra

A estratégia traçada resume-se basicamente nos seguintes pontos:



1- Escalar o vereadores da situação para chegar cedo nas sessões da terça e da quarta-feira, a fim de que ocupem os primeiros lugares na lista de oradores inscritos, dificultando a discussão da Operação Irerês, no plenário da PMJP. Os vereadores da situação teriam a missão de abordar temas relativos aos próprios mandatos, às iniciativas legislativas que cada um empreendeu até o momento, ou exaltar ações exitosas da gestão do Prefeito Cartaxo. Em resumo, os vereadores falariam sobre tudo, menos sobre a Lagoa.



2- Na quinta-feira, para completar a semana, a estratégia seria esvaziar a Sessão Ordinária, para que fosse declaratória, frustrando a discussão da Operação Irerês.



3- Na terça-feira da semana seguinte, dia 13/06, como nessa semana não teríamos Ordem do Dia e matérias seriam acumuladas, fazer um esforço concentrado para votar as matérias pendentes e votar a LDO, não havendo Grande Expediente, que é a parte da sessão dedicada aos debates e pronunciamentos.



4- Caso o debate sobre a Lagoa seja inevitável, a ordem da PMJP não é a defesa técnica da obra, mas, sim, tentar desqualificar os membros da Oposição com ataques pessoais, nivelando a todos por baixo, numa tentativa desesperada de trazer a Bancada de Oposição para onde a Gestão atualmente se encontra: a lama…a lama da Lagoa.



Em relação aos 3 primeiros pontos da estratégia do Governo Municipal, acreditamos que sejam instrumentos legítimos de atuação política no Parlamento. Chegar cedo para se inscrever, uniformizar o discurso, transferir responsabilidades para outras pessoas, impedir a discussão de determinados temas, ocupar os espaços, obstruir votações, esvaziar o plenário, retirar o quórum, enfim, todas essas articulações fazem parte do dia a dia do Poder Legislativo e são ferramentas habitualmente utilizadas.



Embora a Bancada de Oposição creia que o momento vivido pelo País impõe o debate de temas que envolvam desvios de recursos públicos, impõe a busca pela verdade e pela transparência, impõe o enfrentamento das investigações sobre a Lagoa, reconhecemos como legítimas as táticas expostas nos 3 primeiros ítens.



No que tange ao 4º ponto, a Bancada de Oposição quer aplaudir a postura dos integrantes da Bancada de Situação, que, durante a reunião com Zennedy, não concordam com esse expediente e que se negaram a fazer esse tipo de serviço sujo. Esse gesto revela a grandeza e o espírito público dos integrantes da Bancada governista, pois, mesmo estando em lados opostos, recusaram fazer o debate não-republicano.



É preciso deixar claro, contudo, que, caso algum auxiliar da Gestão ou qualquer outra pessoa descambe o debate para os ataques pessoais, a Bancada de Oposição reforça que NADA TEM A TEMER. Estamos prontos para o enfrentamento e temos a consciência tranquila quanto às nossas ações políticas, porque nos pautamos em valores como a ética, a decência, a probidade e o compromisso com a cidadania, a dignidade, a decência, a transparência e a justiça social.
Nada, absolutamente nada, irá constranger a Bancada de Oposição ou colocará freios em nossa luta pela instalação da CPI da Lagoa e pela investigação  dessa obra tão polêmica. 



Não iremos nos intimidar diante de qualquer jogo baixo e vil que esteja sendo eventualmente traçado. Ao contrário, a Bancada de Oposição, diante dessas especulações, fica ainda mais unida, motivada e entusiasmada para buscar a verdade dos fatos e apurar as denúncias sobre a obra da Lagoa. Estamos prontos para ocupar os espaços e fazer o debate, para responder à altura a qualquer tipo de mentira cavilosa e a qualquer espécie de ataque.



Não iremos desapontar o povo de João Pessoa que exige de todos nós uma postura de firmeza na fiscalização dos gastos públicos, afinal, é dever dos vereadores exercer o controle externo da PMJP, zelando pela boa aplicação dos recursos públicos e impedindo desvios, superfaturamentos e enriquecimentos ilícitos.



Diante de tudo, fiscalizar a obra da Lagoa tornou-se uma obrigação moral do Poder Legislativo Municipal, pois, à medida que as investigações se aprofundam, à medida que provas são coletadas, à medida que depoimentos são tomados, à medida que as perícias são concluídas, à medida que os laudos técnicos são lavrados, as suspeitas de superfaturamento se transformam em evidências cada vez mais claras de desvio de recursos públicos.



A cidade espera muito dessa nova geração, dos agentes públicos que representam a nova política e, por dever de consciência, não podemos frustrar a expectativa e a confiança que as pessoas depositaram em nossos mandatos.



Em nome da ética e da transparência, VAMOS FISCALIZAR A LAGOA!!!

Bancada de Oposição:


Bruno Farias

Sandra Marrocos

Leo Bezerra

Tiberio Limeira

Tanilson Soares

Humberto Pontes

Marcos Henriques

Eduardo Carneiro

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