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Com 4 meses de atraso, FPF ainda não prestou contas de 2015 e presidente Amadeu pode ser afastado pela justiça

Quando a Justiça da Paraíba afastou em 2014 a diretoria da Federação Paraibana de Futebol, encabeçada na época pela presidente Rosilene Gomes, os amantes do futebol no estado comemoraram o fim de uma era de mais de 30 anos de comando da mesma família na entidade máxima do futebol estadual. Nesse período, campeonatos desorganizados, falta de apoio aos clubes e de transparência eram a tônica da Federação.
No fim de 2014, Amadeu Rodrigues foi eleito e, apesar de ser “apadrinhado” de Rosilene, logo conseguiu dirimir os céticos com uma gestão menos arcaica da federação, tendo o ápice no campeonato paraibano de 2017, que foi considerado um dos mais organizados dos últimos tempos, com a final tendo, inclusive, transmissão televisiva por conta do Esporte Interativo, tudo com ares de pompa.

No entanto, ação judicial impetrada por dois filiados da federação põe em xeque o suposto avanço e mudança de mentalidade na federação, rememorando os períodos negros da FPF. A ação, que cai como uma bomba na federação, pode resultar até no afastamento do presidente.

Os autores são Cruzeiro de Itaporanga e Liga Desportiva de Santa Rita, que na 13ª Vara Cível da Capital, entraram com petição demandando que a entidade convoque uma assembleia geral e exiba as contas referentes ao ano de 2015, cujo o prazo para a efetivação da prestação de contas do ano citado acabou há cerca de quatro meses.

Os clubes querem saber aonde foram gastos os quase R$ 2 milhões de reais arrecadados pela Federação Paraibana de Futebol (FPF) apenas em 2015. Segundo reportagem da Época, a entidade faturou exatos R$ 1 milhão e 793 mil reais no ano.

Segundo consta na petição, escrita pela advogada Flavia Raquel Oliveira de Arroxelas Macedo, “Referida documentação foi solicitada por 45 (quarenta e cinco) das Entidades Desportivas profissionais e não-profissionais de futebol, filiadas à FPF. Contudo, excelência, a Presidência simplesmente se esvaiu de sua obrigação, não dando andamento ao feito solicitado. Outrossim, a verdade é que, até o presente momento, não foi feita qualquer prestação de contas à despeito do exercício de 2015, e, além disso, os associados/filiados não estão tendo o devido acesso aos livros nem quaisquer documentos contábeis e fiscais da Federação”.

A peça elaborada pela advogada do Cruzeiro de Itaporanga e da Liga Desportiva de Santa Rita pede ainda que, em caso de recusa da FPF em realizar a assembleia e apresentar o balanço das contas, Amadeu seja multado em mil reais por dia de descumprimento e inclusive o afastamento do cargo.

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