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Delatado e investigado: Cássio diz que “você não pode manter alguém preso por tanto tempo, pois quebra psicologicamente o sujeito”

Durante entrevista concedida a um programa de rádio da Capital, na tarde desta segunda-feira (8), o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) comentou sobre a citação do seu nome em delação da Odebrecht. De acordo com o parlamentar, as delações premiadas, em breve poderão ser caracterizadas como tortura psicológica. 


O senador paraibano é suspeito de receber R$ 800 mil em vantagens indevidas para favorecer a Odebrecht. As investigações foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) segundo as delações premiadas de executivos e ex-executivos da empresa. Ele está citado na lista que o delator, o ministro Luiz Edson Fachin divulgou.
 
Sobre as delações premiadas da Odebrecht e suas repercussões no país, ele afirmou que não se caracteriza como tortura psicológica alguém ficar preso por determinado tempo com a proposta de delação. Segundo Cássio, porém, chegará “o momento em que a própria academia, o mundo jurídico, os tribunais superiores irão dizer: ‘você não pode manter alguém preso, em caráter provisório, por tanto tempo porque você quebra psicologicamente o sujeito’”. 




Além de ser citado na delação, Cássio também é investigado por “dinheiro voador”, conhecido também como “Caso Concorde”. A Operação Concorde, da Polícia Federal, apurou esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral do PSDB em 2016, onde literalmente  choveu dinheiro do Edifício Concorde, em João Pessoa.

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